Fevereiro 2017

  • BPC prepara regras mais apertadas para cedência de crédito

    BPC prepara regras mais apertadas para cedência de crédito

    20.02.2017

    Paris (Do enviado especial) O Banco de Poupança e Crédito (BPC) vai definir regras de controlo mais rigorosas no processo e nos procedimentos de cedência de crédito às pessoas individuais e empresas, revertendo o quadro anterior.

    Trata-se de regras que impõem a responsabilização dos actores diferentes das que existiam. Tudo para que o aforrador (investidor), que coloca o dinheiro no banco, e o tomador (o que beneficia do valor cedido) usem esse bem de troca de forma correcta.

    Estamos a trabalhar para que o crédito seja um facto, mas de maneira diferente, inclusive na responsabilização dos actores desse processo, declarou em Paris, França, o presidente da Comissão Executiva do Banco de Poupança e Crédito (BPC), Zinho Baptista.

    O gestor do BPC, que na capital francesa fez parte de uma delegação chefiada pelo governador do Banco Nacional de Angola (BNA), disse que o maior banco comercial do país prepara-se para voltar a conceder crédito a entidades singulares e às empresas, a curto prazo.

    Segundo Zinho Baptista, que em Dezembro de 2016 anunciou a reabertura da linha de concessão de crédito para o primeiro trimestre deste ano, afirmou que tão logo o trabalho esteja concluído "daremos a conhecer os critérios que o BPC desenhou para que os cidadãos e as empresas ocorram a esse produto bancário".

    Um banco comercial existe para conceder crédito, se fica sem conceder crédito então não existe, ressaltou o gestor quando falava à imprensa, após encontro com parceiros e bancos correspondentes franceses.

    Restruturação do BPC

    A grande preocupação com a reestruturação do banco versa sobre a adequação da sua conduta às regras internacionais de boas práticas de gestão corporativa com destaque às questões ligados ao complance ou normas de conformidade.

    Para o presidente da Comissão Executiva do primeiro banco de raiz a abrir as suas portas em Angola, a 24 de Janeiro de 1956, actualmente o complance joga um papel fundamental para monitorar e validar as operações bancárias.

    Disse que se trata que operações bancárias que decorrem nas diferentes instituições. "Nós Angola também temos uma quota parte".

    Da nossa parte, prosseguiu, passam várias operações muitas delas conotadas como suspeitas ou até mesmo não autorizáveis.

    É preciso passar a ideia que em Angola também se cumprem regras. Mas à semelhança de outros países existem aqueles que não cumprem os preceitos legais, o que não queira dizer que o país esteja em desordem, frisou.

    Viemos à França para transmitir essa mensagem, declarou Zinho Baptista, que alertou ao facto das instituições  angolanas também estarem sujeitas às regras de complance.

    Realçou que a cultura do uso do dinheiro (cédulas) tem que ser reduzida e aos poucos abandonada. "Um individual com excesso de notas à sua disposição poderá usar este dinheiro para caminhos não muito aconselháveis".

    Daí, afirmou o gestor do BPC no cargo há sete meses, que dos bancos franceses tivemos o concelho de que é urgente evoluir para a banca digital e electrónica, a fim de permitir monitorizar as operações dos clientes.

    "Isso não significa cortar a liberdade dos clientes e a sua disposição no uso dos seus  bens".

    Na óptica do bancário, é simplesmente regular a utilização desses bens para que não potencie  o pagamento de operações suspeitas e que configurem lavagem de dinheiro ou potenciem o apoio ao terrorismo.

    Desafios do banco

    O BPC tem os mesmos problemas que o país, daí a necessidade de estar forte para suportar as vicissitudes que o mercado oferece.

    Reafirmou a aposta na reestruturação do banco BPC, exactamente, para se adequar às exigências do mercado financeiro e das normas internacionais.

    Disse tratar-se de normas de cumprimento obrigatório, sob pena de o banco sucumbir. O BPC já não pode dar-se ao luxo como aconteceu no passado.

    Considerou que sem as práticas de actuação  internacional, da adequação às normas de correção (em termo de complance), do controlo de risco de crédito e de outros riscos associados ao produto bancário, o BPC não pode sobreviver.

    Fruto desse contexto, o BPC tem a obrigação de se adequar às novas práticas e está a fazê-lo muito bem.

    Assegurou que a instituição bancária tem uma equipa forte e em breve a comunidade conhecerá os resultados do que está a ser feito no banco.

    Fonte: Angop


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