ABRIL 2019

  • FMI APRESENTA PREVISÕES DA ECONOMIA MUNDIAL

    FMI APRESENTA PREVISÕES DA ECONOMIA MUNDIAL

    09.04.2019

    As pistas para os dados da economia mundial que são esperados foram avançadas há uma semana pela directora-geral do FMI, Christine Lagarde, num encontro na Câmara de Comércio dos Estados, onde declarou que a instituição não espera uma nova recessão económica a curto prazo.

    Esta previsão, indicou a directora-geral, deve-se à prevalência de um "ritmo mais paciente de normalização da política monetária" nos Estados Unidos, o que tem potencial para impulsionar o crescimento no segundo semestre de 2019.

    A directora-geral do FMI afirmou que o crescimento económico global perdeu força devido à tensão comercial e a condições financeiras mais restritivas, mas que um abrandamento no aumento das taxas de juros ajudam a impulsionar a actividade económica no segundo semestre deste ano. Christine Lagarde considerou que a economia global está instável depois de dois anos de crescimento estável, com a perspectiva "precária" e vulnerável para o comércio, a saída da Grã-Bretanha da União Europeia e choques nos mercados financeiros.

    A projecção apresentada em Janeiro de taxas de crescimento global em 2019 e 2020 à situadas à volta de 3,5 por cento, apesar de inferior à do ano passado, é, ainda assim, razoável, disse a directora-geral numa afirmação definidora dos dados em vésperas de serem divulgados. Números disponíveis indicam que em Angola, a emergir de um quadro recessivo que infligiu taxas negativas de crescimento de 2,6, 0,1 e 1,1 por cento de 2016 a 2018, tem projectada uma ligeira expansão de 0,4 por este ano e de 3,2 em 2020, de acordo com dados da estratégia de endividamento do Governo divulgada no fim de Março pelo Ministério das Finanças.

    Os números relativos vêm de previsões iniciais de crescimento quase convergentes a do Governo, inscrita no Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2019 de 2,8 por cento, e de 2,6 por cento do FMI, o que inclui Angola na tendêncial geral de desaceleração económica prevista pela instituição financeira internacional.

    Christine Lagarde alertou por outro lado que uma década de dívida pública alta e taxas de juro baixas deixou muitos países sem espaço para agirem na eventualidade de uma contracção económica, pelo que pediu aos Estados uma gestão mais inteligente da política fiscal. O que significa melhorar o equilíbrio entre o crescimento, sustentabilidade da dívida e objectivos sociais.

    De acordo com números do Ministério das Finanças, o peso da dívida pública passou de 39 por cento do PIB em 2014, para 84 por cento em 2018, mais do que duplicando em apenas quatro anos, o que confirma o alinhamento de Angola na tendência sobre-endividamento dos países a que se referiu a directora-geral. do FMI.

    Christine Lagarde também anunciou uma nova pesquisa do FMI a mostrar que o aumento das guerras comerciais está a afectar o investimento em fábricas, maquinaria e projectos de criação de empregos. Se o comércio entre os Estados Unidos e a China estiver sujeito a taxas de 25 por cento, afirmou a directora citando o estudo, o PIB norte-americano cai 0,6 por cento e o chinês 1.5 por cento.

    As Reuniões de Primavera do Banco Mundial e do FMI são realizadas nessa estação do Hemisfério Norte, para discutir a evolução estabelecida nas sessões plenárias e assembleias de governadores nas reuniões anuais, no Outono, entre Setembro e Outubro. As Reuniões de Primavera são permanentemente realizadas na capital norte-americana, Washington, estão a sedes do Banco Mundial e FMI, mas as reuniões anuais ocorrem fora dos Estados Unidos uma vez a cada três anos.


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